Templo Bahai

CONCURSO DE PROJETO

BRASÍLIA-DF, 2026

O projeto parte da presença de uma grande árvore localizada próxima à entrada do terreno, cuja copa oferece abrigo e cria um ambiente naturalmente contemplativo. Sob sua sombra, o silêncio predominante é acompanhado pelos sons do vento, pássaros e pequenos animais. A forma circular da copa sugere naturalmente a disposição dos assentos ao redor, enquanto a trama de galhos projeta no solo uma combinação dinâmica de sombra e feixes de luz ao longo do dia. Pequenas aberturas entre as folhas revelam a paisagem ao redor e as áreas de reserva ambiental próximas. Assim, a árvore pode ser interpretada como um templo já estabelecido pela própria natureza. Um lugar de introspecção, ideal para a meditação e aberto a pessoas de todas as crenças, raças e origens. Os atributos e qualidades deste “templo sob a árvore” serviram como inspiração para o projeto. Os princípios da fé Bahá’í e vários de seus símbolos guiaram o desenho do edifício.

Inspirado nos princípios da Fé Bahá’í, o projeto do templo busca representar a unidade da humanidade e a esperança de uma civilização pacífica e integrada. As Casas de Adoração Bahá’í tradicionalmente utilizam formas circulares ou nonagonais, simbolizando a união de todos os povos e religiões. Nesse contexto, o círculo foi adotado como a forma geométrica fundamental do projeto. A composição do templo baseia-se na repetição, rotação e extrusão dessa forma, seguindo proporções e sequências baseadas no número 9, considerado sagrado na tradição Bahá’í por representar perfeição, unidade e completude, além de simbolizar as nove grandes religiões já reveladas.

Na base do edifício, nove círculos definem arrimos paisagísticos que organizam nove entradas principais. Esses elementos estão contidos em uma grande plataforma circular nivelada a partir da “cota zero” do projeto, situada no ponto mais alto de um pequeno monte do terreno, de onde se avista o horizonte e a clareira orientada ao Qiblih. Rampas suaves conectam os diferentes níveis e conduzem ao conjunto estrutural principal.

A estrutura do templo é formada por nove níveis de cilindros escalonados, cujas alturas seguem múltiplos e frações do número 9, totalizando 18 metros. Cada faixa de cilindros é rotacionada em 40 graus em relação à anterior, criando interseções que permitem a continuidade estrutural e a passagem das instalações. Essa configuração resulta em uma volumetria que equilibra unidade e individualidade entre suas partes, produzindo um espaço rico em luz natural e variações de sombra.

Autores:
Daniel Mangabeira, Henrique Coutinho, Matheus Seco
Equipe: Julia Huff, Rafael Oliveira, Mikael Menezes, Victor Machado, Luís Alcântara, Julia Lopes, Vitor Kamayura, Lucas Ferro e Giovana Castro
Superfície Construída: 2.840m2
Projeto: 2026
Imagens: Bloco Arquitetos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Templo Bahai

CONCURSO DE PROJETO

BRASÍLIA-DF, 2026

O projeto parte da presença de uma grande árvore localizada próxima à entrada do terreno, cuja copa oferece abrigo e cria um ambiente naturalmente contemplativo. Sob sua sombra, o silêncio predominante é acompanhado pelos sons do vento, pássaros e pequenos animais. A forma circular da copa sugere naturalmente a disposição dos assentos ao redor, enquanto a trama de galhos projeta no solo uma combinação dinâmica de sombra e feixes de luz ao longo do dia. Pequenas aberturas entre as folhas revelam a paisagem ao redor e as áreas de reserva ambiental próximas. Assim, a árvore pode ser interpretada como um templo já estabelecido pela própria natureza. Um lugar de introspecção, ideal para a meditação e aberto a pessoas de todas as crenças, raças e origens. Os atributos e qualidades deste “templo sob a árvore” serviram como inspiração para o projeto. Os princípios da fé Bahá’í e vários de seus símbolos guiaram o desenho do edifício.

Inspirado nos princípios da Fé Bahá’í, o projeto do templo busca representar a unidade da humanidade e a esperança de uma civilização pacífica e integrada. As Casas de Adoração Bahá’í tradicionalmente utilizam formas circulares ou nonagonais, simbolizando a união de todos os povos e religiões. Nesse contexto, o círculo foi adotado como a forma geométrica fundamental do projeto. A composição do templo baseia-se na repetição, rotação e extrusão dessa forma, seguindo proporções e sequências baseadas no número 9, considerado sagrado na tradição Bahá’í por representar perfeição, unidade e completude, além de simbolizar as nove grandes religiões já reveladas.

Na base do edifício, nove círculos definem arrimos paisagísticos que organizam nove entradas principais. Esses elementos estão contidos em uma grande plataforma circular nivelada a partir da “cota zero” do projeto, situada no ponto mais alto de um pequeno monte do terreno, de onde se avista o horizonte e a clareira orientada ao Qiblih. Rampas suaves conectam os diferentes níveis e conduzem ao conjunto estrutural principal.

A estrutura do templo é formada por nove níveis de cilindros escalonados, cujas alturas seguem múltiplos e frações do número 9, totalizando 18 metros. Cada faixa de cilindros é rotacionada em 40 graus em relação à anterior, criando interseções que permitem a continuidade estrutural e a passagem das instalações. Essa configuração resulta em uma volumetria que equilibra unidade e individualidade entre suas partes, produzindo um espaço rico em luz natural e variações de sombra.

Autores:
Daniel Mangabeira, Henrique Coutinho, Matheus Seco
Equipe: Julia Huff, Rafael Oliveira, Mikael Menezes, Victor Machado, Luís Alcântara, Julia Lopes, Vitor Kamayura, Lucas Ferro e Giovana Castro
Superfície Construída: 2.840m2
Projeto: 2026
Imagens: Bloco Arquitetos

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